Dona Norma
Olha dona Norma
Já conheci muita norma, regra, estatuto...
nesta vida à fora
Mas Norma assim humana
Norma mulher cristã
Norma Guerreira do lar, só tu.
Conselheira, imparcial
Doce do tacho da vida
Uva da sebe prospera
Estaca do estaleiro neste Vale de gente
Olha dona Norma, Norma assim ta difícil
Vê nos teus netos a geração do sempre existir
A vida que dilata e perpetua a semente
Da seara do Criador.
Gilberth da Hora
Santa Luzia, 13/12/2009
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O AMOR NÃO VACILA
Amor não me deixe por ter vacilado
o amor é inexplicável
Dor, ardor, perdão...
O amor não vacila
vacilão é todo aquele
que nunca amou
O amor é uma doce influencia inflamada
só morre de frio,
os frustrados de coração
Os amantes, mesmo no gelo
aquecem o amor
na terna lembrança
de ter sido amado
09/03/1991
Amor não me deixe por ter vacilado
o amor é inexplicável
Dor, ardor, perdão...
O amor não vacila
vacilão é todo aquele
que nunca amou
O amor é uma doce influencia inflamada
só morre de frio,
os frustrados de coração
Os amantes, mesmo no gelo
aquecem o amor
na terna lembrança
de ter sido amado
09/03/1991
VARANDA DAS ILUSÕES
Na varanda passa voando as horas
na paisagem morta de uma tela
pesares, prazeres.
vida de outrora, momentos de agora
Na varanda vejo, o que os olhos não vêem
no orvalho perfumado da amnésia dos teus dias
tenro espetáculo fúteis
Lagrimas de uma alegria indolente...vertigem.
maré alta, maré baixa; leva e trás...trás e leva.
pesares, prazeres
A saudade que fere e cura
mostra a vida, na visão das flores ao vento
efêmera dialética
de um dia que jamais será
Na varanda passa voando as horas
na paisagem morta de uma tela
pesares, prazeres.
vida de outrora, momentos de agora
Na varanda vejo, o que os olhos não vêem
no orvalho perfumado da amnésia dos teus dias
tenro espetáculo fúteis
Lagrimas de uma alegria indolente...vertigem.
maré alta, maré baixa; leva e trás...trás e leva.
pesares, prazeres
A saudade que fere e cura
mostra a vida, na visão das flores ao vento
efêmera dialética
de um dia que jamais será
VIAGEM A SÃO BARTOLOMEU
Na noite turva
Conheci, São Bartolomeu
Sua antiguidade era notória
Tudo muito preservado manifestando seu valor
Conservando a história e vivendo o presente
Pela manhã sua suavidade nascia com o sol
Formas rústicas, casas de moradores idos
Encontro satisfatório, rememorização do passado
Que firmou no presente a beleza
Seus morros verdes das minas Gerais
Guarda o mistério do silêncio ocultado
Quero voltar um dia, neste passado que não passa
No crepúsculo dourado que te moldura.
São Bartolomeu(Ouro Preto), 15 de fevereiro
Na noite turva
Conheci, São Bartolomeu
Sua antiguidade era notória
Tudo muito preservado manifestando seu valor
Conservando a história e vivendo o presente
Pela manhã sua suavidade nascia com o sol
Formas rústicas, casas de moradores idos
Encontro satisfatório, rememorização do passado
Que firmou no presente a beleza
Seus morros verdes das minas Gerais
Guarda o mistério do silêncio ocultado
Quero voltar um dia, neste passado que não passa
No crepúsculo dourado que te moldura.
São Bartolomeu(Ouro Preto), 15 de fevereiro
TODO SENTIMENTO
As cores, as flores, os sentimentos;
nascem no ar, no mar, no vento;
meu amor, minha paixão, meu alento
faz-me ver as cores, sentir as flores
voar no vento.
Meu amor voa comigo no tempo
o sentimento, as flores, o vento
transbordam paixão, afeto, alento.
A força do vento
o calor do peito
a incerteza do tempo
faz-me te amare com todo sentimento
com alegria paixão alento...
As cores, as flores, os sentimentos;
nascem no ar, no mar, no vento;
meu amor, minha paixão, meu alento
faz-me ver as cores, sentir as flores
voar no vento.
Meu amor voa comigo no tempo
o sentimento, as flores, o vento
transbordam paixão, afeto, alento.
A força do vento
o calor do peito
a incerteza do tempo
faz-me te amare com todo sentimento
com alegria paixão alento...
terça-feira, 3 de agosto de 2010
EXPRESSÃO TERNA
Fitar teus olhos nus
na expressão terna
da clareza bela
horizonte azul....
Negros ventos
dos cabelos soltos
boca rubra amaciada
sou cativo dos seus braços
prisioneiro dos teus abraços.
Como águia fria é o sentimento
de não ter dia
brisa que leva e traz o cheiro
deste amor que agora inalo
Vir, sonhar, voar...
outro sinônimo qualquer
são insuficientes para dizer
quanto amo esta mulher.
02/06/1998
PEDIATRIA
Na pediatria
o choro das crianças
o éter no ar
nos pais a esperança
O silêncio exigido
o choro das crianças
fraldas, bicos e brinquedos
sorriso ingênuo sem mordaça
Higiene e segurança
o choro das crianças
brincadeira, susto!
Dores, odores, graças...
Ouvi-se a sirene
o choro das crianças
entram ávidos visitantes
com sucos, bolos... atiça!
Roupas brancas
o choro das crianças
dengo, manha, caricias
quando dormem, eis a bonança!
Gilberth da Hora 30/11/09 ( Internação da Sophia, no H. João de Deus).
NO VÃO
No agora eterno
vão do segundo infinito
vislumbro anos, décadas
no intervalo destes pensamentos.
rico hálito que vivo
na ânsia perpétua
do devir iminente
côa a alma, cristalina lágrima
09/06/1998
Fitar teus olhos nus
na expressão terna
da clareza bela
horizonte azul....
Negros ventos
dos cabelos soltos
boca rubra amaciada
sou cativo dos seus braços
prisioneiro dos teus abraços.
Como águia fria é o sentimento
de não ter dia
brisa que leva e traz o cheiro
deste amor que agora inalo
Vir, sonhar, voar...
outro sinônimo qualquer
são insuficientes para dizer
quanto amo esta mulher.
02/06/1998
PEDIATRIA
Na pediatria
o choro das crianças
o éter no ar
nos pais a esperança
O silêncio exigido
o choro das crianças
fraldas, bicos e brinquedos
sorriso ingênuo sem mordaça
Higiene e segurança
o choro das crianças
brincadeira, susto!
Dores, odores, graças...
Ouvi-se a sirene
o choro das crianças
entram ávidos visitantes
com sucos, bolos... atiça!
Roupas brancas
o choro das crianças
dengo, manha, caricias
quando dormem, eis a bonança!
Gilberth da Hora 30/11/09 ( Internação da Sophia, no H. João de Deus).
NO VÃO
No agora eterno
vão do segundo infinito
vislumbro anos, décadas
no intervalo destes pensamentos.
rico hálito que vivo
na ânsia perpétua
do devir iminente
côa a alma, cristalina lágrima
09/06/1998
quarta-feira, 21 de julho de 2010
AGORA E SEPRE
Sou na alma
a alma na alma
o espírito no espírito
do corpo que vivo.
Não sou o corpo que habito
mas sou o corpo que decompõe
sou força que vai e some
sempre existindo...
Vou longe nesta caravela
desfaleço cada dia
indo assim neste espaço
que me renova
A matéria que ora prezo
me despreza
desapega de mim
deixando rastro de existência
Meu exílio é aqui mesmo
sempre neste agora constante
que me prende, fingindo me soltar.
Diamantina, maio de 2006
EXPRESSÃO TERNA
Fitar teus olhos nus
na expressão terna
da clareza bela
horizonte azul....
Negros ventos
dos cabelos soltos
boca rubra amaciada
sou cativo dos seus braços
prisioneiro dos teus abraços.
Como águia fria é o sentimento
de não ter dia
brisa que leva e traz o cheiro
deste amor que agora inalo
Vir, sonhar, voar...
outro sinônimo qualquer
são insuficientes para dizer
quanto amo esta mulher.
02/06/1998
Sou na alma
a alma na alma
o espírito no espírito
do corpo que vivo.
Não sou o corpo que habito
mas sou o corpo que decompõe
sou força que vai e some
sempre existindo...
Vou longe nesta caravela
desfaleço cada dia
indo assim neste espaço
que me renova
A matéria que ora prezo
me despreza
desapega de mim
deixando rastro de existência
Meu exílio é aqui mesmo
sempre neste agora constante
que me prende, fingindo me soltar.
Diamantina, maio de 2006
EXPRESSÃO TERNA
Fitar teus olhos nus
na expressão terna
da clareza bela
horizonte azul....
Negros ventos
dos cabelos soltos
boca rubra amaciada
sou cativo dos seus braços
prisioneiro dos teus abraços.
Como águia fria é o sentimento
de não ter dia
brisa que leva e traz o cheiro
deste amor que agora inalo
Vir, sonhar, voar...
outro sinônimo qualquer
são insuficientes para dizer
quanto amo esta mulher.
02/06/1998
quinta-feira, 15 de julho de 2010
A PEDRA E RIO
Rio de pedra
pedra de rio
vida e morte
contraste...
Viva água corrente
morta pedra inerte
Cama de pedras no leito
onde passa vida a escorrer
sem ti ó rio, seríamos apenas
pedras, sem limo
Sem vós ó pedras,
seríamos apenas rio que passa
tu nos adornas o leito.
Deixa tem lodo
vai-te para outras pedras
a ti não tornarei
mas levarei a lembrança
30/07/1998
Rio de pedra
pedra de rio
vida e morte
contraste...
Viva água corrente
morta pedra inerte
Cama de pedras no leito
onde passa vida a escorrer
sem ti ó rio, seríamos apenas
pedras, sem limo
Sem vós ó pedras,
seríamos apenas rio que passa
tu nos adornas o leito.
Deixa tem lodo
vai-te para outras pedras
a ti não tornarei
mas levarei a lembrança
30/07/1998
domingo, 4 de julho de 2010
Parar
Parar, não paro
esquecer
esquecer, não esqueço
se caráter custa caro
pago o preço.
Pago, embora seja raro
pois o homem
não tem avesso
e o peso da pedra
eu comparo
à força do arremesso.
Um rio
só se for claro,
correr sim, mas sem tropeço
e se tropeçar não paro
não paro e nem mereço.
E que ninguém me de amparo
nem me pergunte
se padeço,
se caráter custa caro
pago o preço.
Parar, não paro
esquecer
esquecer, não esqueço
se caráter custa caro
pago o preço.
Pago, embora seja raro
pois o homem
não tem avesso
e o peso da pedra
eu comparo
à força do arremesso.
Um rio
só se for claro,
correr sim, mas sem tropeço
e se tropeçar não paro
não paro e nem mereço.
E que ninguém me de amparo
nem me pergunte
se padeço,
se caráter custa caro
pago o preço.
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