quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dona Norma


Olha dona Norma
Já conheci muita norma, regra, estatuto...
nesta vida à fora
Mas Norma assim humana
Norma mulher cristã
Norma Guerreira do lar, só tu.

Conselheira, imparcial
Doce do tacho da vida
Uva da sebe prospera
Estaca do estaleiro neste Vale de gente

Olha dona Norma, Norma assim ta difícil
Vê nos teus netos a geração do sempre existir
A vida que dilata e perpetua a semente
Da seara do Criador.
Gilberth da Hora

Santa Luzia, 13/12/2009
O AMOR NÃO VACILA

Amor não me deixe por ter vacilado
o amor é inexplicável
Dor, ardor, perdão...

O amor não vacila
vacilão é todo aquele
que nunca amou

O amor é uma doce influencia inflamada
só morre de frio,
os frustrados de coração

Os amantes, mesmo no gelo
aquecem o amor
na terna lembrança
de ter sido amado


09/03/1991
VARANDA DAS ILUSÕES


Na varanda passa voando as horas
na paisagem morta de uma tela
pesares, prazeres.
vida de outrora, momentos de agora

Na varanda vejo, o que os olhos não vêem
no orvalho perfumado da amnésia dos teus dias
tenro espetáculo fúteis

Lagrimas de uma alegria indolente...vertigem.
maré alta, maré baixa; leva e trás...trás e leva.
pesares, prazeres


A saudade que fere e cura
mostra a vida, na visão das flores ao vento
efêmera dialética
de um dia que jamais será
VIAGEM A SÃO BARTOLOMEU



Na noite turva
Conheci, São Bartolomeu
Sua antiguidade era notória
Tudo muito preservado manifestando seu valor
Conservando a história e vivendo o presente

Pela manhã sua suavidade nascia com o sol
Formas rústicas, casas de moradores idos
Encontro satisfatório, rememorização do passado
Que firmou no presente a beleza

Seus morros verdes das minas Gerais
Guarda o mistério do silêncio ocultado
Quero voltar um dia, neste passado que não passa
No crepúsculo dourado que te moldura.


São Bartolomeu(Ouro Preto), 15 de fevereiro
TODO SENTIMENTO


As cores, as flores, os sentimentos;
nascem no ar, no mar, no vento;
meu amor, minha paixão, meu alento
faz-me ver as cores, sentir as flores
voar no vento.

Meu amor voa comigo no tempo
o sentimento, as flores, o vento
transbordam paixão, afeto, alento.

A força do vento
o calor do peito
a incerteza do tempo
faz-me te amare com todo sentimento
com alegria paixão alento...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

EXPRESSÃO TERNA




Fitar teus olhos nus
na expressão terna
da clareza bela
horizonte azul....

Negros ventos
dos cabelos soltos
boca rubra amaciada
sou cativo dos seus braços
prisioneiro dos teus abraços.

Como águia fria é o sentimento
de não ter dia
brisa que leva e traz o cheiro
deste amor que agora inalo

Vir, sonhar, voar...
outro sinônimo qualquer
são insuficientes para dizer
quanto amo esta mulher.


02/06/1998




PEDIATRIA


Na pediatria
o choro das crianças
o éter no ar
nos pais a esperança

O silêncio exigido
o choro das crianças
fraldas, bicos e brinquedos
sorriso ingênuo sem mordaça

Higiene e segurança
o choro das crianças
brincadeira, susto!
Dores, odores, graças...

Ouvi-se a sirene
o choro das crianças
entram ávidos visitantes
com sucos, bolos... atiça!

Roupas brancas
o choro das crianças
dengo, manha, caricias
quando dormem, eis a bonança!



Gilberth da Hora 30/11/09 ( Internação da Sophia, no H. João de Deus).


NO VÃO


No agora eterno
vão do segundo infinito
vislumbro anos, décadas
no intervalo destes pensamentos.

rico hálito que vivo
na ânsia perpétua
do devir iminente
côa a alma, cristalina lágrima


09/06/1998

quarta-feira, 21 de julho de 2010

AGORA E SEPRE



Sou na alma
a alma na alma
o espírito no espírito
do corpo que vivo.


Não sou o corpo que habito
mas sou o corpo que decompõe
sou força que vai e some
sempre existindo...

Vou longe nesta caravela
desfaleço cada dia
indo assim neste espaço
que me renova

A matéria que ora prezo
me despreza
desapega de mim
deixando rastro de existência

Meu exílio é aqui mesmo
sempre neste agora constante
que me prende, fingindo me soltar.


Diamantina, maio de 2006

EXPRESSÃO TERNA




Fitar teus olhos nus
na expressão terna
da clareza bela
horizonte azul....

Negros ventos
dos cabelos soltos
boca rubra amaciada
sou cativo dos seus braços
prisioneiro dos teus abraços.

Como águia fria é o sentimento
de não ter dia
brisa que leva e traz o cheiro
deste amor que agora inalo

Vir, sonhar, voar...
outro sinônimo qualquer
são insuficientes para dizer
quanto amo esta mulher.


02/06/1998

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A PEDRA E RIO


Rio de pedra
pedra de rio
vida e morte
contraste...

Viva água corrente
morta pedra inerte

Cama de pedras no leito
onde passa vida a escorrer
sem ti ó rio, seríamos apenas
pedras, sem limo

Sem vós ó pedras,
seríamos apenas rio que passa
tu nos adornas o leito.

Deixa tem lodo
vai-te para outras pedras
a ti não tornarei
mas levarei a lembrança

30/07/1998

domingo, 4 de julho de 2010

Parar

Parar, não paro

esquecer

esquecer, não esqueço

se caráter custa caro

pago o preço.

Pago, embora seja raro

pois o homem

não tem avesso

e o peso da pedra

eu comparo
à força do arremesso.

Um rio

só se for claro,

correr sim, mas sem tropeço

e se tropeçar não paro

não paro e nem mereço.

E que ninguém me de amparo

nem me pergunte

se padeço,

se caráter custa caro

pago o preço.