AGORA E SEPRE
Sou na alma
a alma na alma
o espírito no espírito
do corpo que vivo.
Não sou o corpo que habito
mas sou o corpo que decompõe
sou força que vai e some
sempre existindo...
Vou longe nesta caravela
desfaleço cada dia
indo assim neste espaço
que me renova
A matéria que ora prezo
me despreza
desapega de mim
deixando rastro de existência
Meu exílio é aqui mesmo
sempre neste agora constante
que me prende, fingindo me soltar.
Diamantina, maio de 2006
EXPRESSÃO TERNA
Fitar teus olhos nus
na expressão terna
da clareza bela
horizonte azul....
Negros ventos
dos cabelos soltos
boca rubra amaciada
sou cativo dos seus braços
prisioneiro dos teus abraços.
Como águia fria é o sentimento
de não ter dia
brisa que leva e traz o cheiro
deste amor que agora inalo
Vir, sonhar, voar...
outro sinônimo qualquer
são insuficientes para dizer
quanto amo esta mulher.
02/06/1998
quarta-feira, 21 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
A PEDRA E RIO
Rio de pedra
pedra de rio
vida e morte
contraste...
Viva água corrente
morta pedra inerte
Cama de pedras no leito
onde passa vida a escorrer
sem ti ó rio, seríamos apenas
pedras, sem limo
Sem vós ó pedras,
seríamos apenas rio que passa
tu nos adornas o leito.
Deixa tem lodo
vai-te para outras pedras
a ti não tornarei
mas levarei a lembrança
30/07/1998
Rio de pedra
pedra de rio
vida e morte
contraste...
Viva água corrente
morta pedra inerte
Cama de pedras no leito
onde passa vida a escorrer
sem ti ó rio, seríamos apenas
pedras, sem limo
Sem vós ó pedras,
seríamos apenas rio que passa
tu nos adornas o leito.
Deixa tem lodo
vai-te para outras pedras
a ti não tornarei
mas levarei a lembrança
30/07/1998
domingo, 4 de julho de 2010
Parar
Parar, não paro
esquecer
esquecer, não esqueço
se caráter custa caro
pago o preço.
Pago, embora seja raro
pois o homem
não tem avesso
e o peso da pedra
eu comparo
à força do arremesso.
Um rio
só se for claro,
correr sim, mas sem tropeço
e se tropeçar não paro
não paro e nem mereço.
E que ninguém me de amparo
nem me pergunte
se padeço,
se caráter custa caro
pago o preço.
Parar, não paro
esquecer
esquecer, não esqueço
se caráter custa caro
pago o preço.
Pago, embora seja raro
pois o homem
não tem avesso
e o peso da pedra
eu comparo
à força do arremesso.
Um rio
só se for claro,
correr sim, mas sem tropeço
e se tropeçar não paro
não paro e nem mereço.
E que ninguém me de amparo
nem me pergunte
se padeço,
se caráter custa caro
pago o preço.
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